segunda-feira, 16 de julho de 2012

Direto de Chatillon: Primeira entrevista coletiva de Conte.


Depois de tanto falatório sobre o caso scommessopoli, Conte trabalhou já por dois dias com os seus jogadores e agora foi a vez de dar uma entrevista coletiva, a qual será integralmente transcrita pelo GiornaleBianconero.blogspot.com, confira:


Nos despedimos há algumas com as tuas palavras que desejavam férias tranquilas e serenas. Foram serenas? Há alguns dias teve o interrogatório...
"Digamos que certamente, até nos momentos que mais chatearam deste processo, sempre tive confiança em quem está conduzindo a questão, que não é uma bela coisa que aconteça mas sempre tive grandíssima confiança. Outro dia fui chamado e pude expôr e esclarecer ponto a ponto qualquer situação, contando a verdade. Eu penso que a credibilidade, um homem conquista durante a vida, passo a passo. E penso que nos meus 42 anos de vida eu conquistei isso. O clube, o presidente, os 14 milhõs de torcedores, sabem quem é o treinador deles e acho que depois deste ocorrido, os outros também farão as suas avaliações".


Estás tranquilo?
"Muito, eu estou muito tranquilo porquê, repito, esclareci ponto a ponto, e quando um fala de verdade, conta a verdade, é tranquilo consigo mesmo, mesmo que aquilo em torno de si não te deixe tranquilo. A conscinência, no entanto, me faz ficar muito tranquilo".


Você acha que te colocariam à tona senão fosses treinador da Juventus?
"Olha, nestes meses, mês e meio, porque eu estava de férias, antes estávamos ativos, porque o futebol estava ativo e nós com um Scudetto a conquistar, tinha o final do campeonato a disputar, a cabeça muito concentrada nos aspectos esportivos. Neste mês e meio tantos pensamentos me passaram pela cabeça. De fato, quando falei de momentos duros, de momentos tristes, fechava estes pensamentos. No entanto, rebato porque tenho grande confiança e sempre disse que quem está fazendo as investigaçõs está fazendo de maneira séria e correta, também em Cremona, lá já teve exidos esportivos quanto a isso e estou sereno. Falemos de futebol? Não fecho o discurso porque nos próximos dias é possíel que se fale novamente sobre isso, mas se falamos de futebol, estaremos felizes".


Nestes dias se falou de uma solução, um afastamento...
"Olha, não tem uma resolução ou resoluçõs".


A ideia te passou pela cabeça?
"Estas coisas não cabem a mim. Eu estou absolutamente tranquilo por aquilo como disse antes. Falemos de futebol porque é a coisa mais bela, é a coisa que me interessa, com tudo que nos próximos dias acontecerá, voltaremos a falar do caso, se necessário".

A última vez que viestes ao Valle d'Aosta, o senhor era jogador e Del Piero era seu companheiro de time. Agora és treinador e Del Piero não está mais...
"Me antecipastes, porque gostaria, não de recordar mas dizer que Ale é presente (risos), está sempre presente e estará sempre presente porque Ale Del Piero é a história da Juventus. Me permito sublinhar, que é muito estranho depois de tantos anos, que ele não esteja. Ano passado ele fez uma grande temporada, como sempre disse, junto de Buffon e Pirlo. Mas ele e Buffon são seguramente os dois que desde os primeiros dias estiveram muito próximos de mim por serem meus ex-companheiros. Me ajudaram muito, por isso agradeço a Ale (Del Piero), pelo que fez por nós na temporada passada e pelo que fez em todos estes anos na Juventus. É uma presença que faz falta mas sabemos muito bem que temos que ir adiante nas coisas da vida e eu a ele desejo toda a sorte do mundo porque merece pelo que fez e fará no presente e futuro".

A situação de hoje é esta: Milan e Inter venderam jogadores importantes e fundamentais. O Napoli vendeu um. Ninguém comprou jogadores que possam equilibrar com a Juventus. Isto significa que o resultado da classificação da temporada passada se repitirá?
"Isto significa que na temporada passada fizemos algo super extraordinário, porque os jogadores de 40-50 milhões eles tinham, nós não. Se Thiago Silva é avaliado em 40 milhões, se Ibrahimovic é avaliado em 30 milhões, significa que o que fizemos foi super extraordinário. Penso que com propostas do tipo seja difícil dizer não pelo que recebe o Milan. Quando te chamam oferecendo estes valores por um jogador, fica difícil, é uma prova de que os top players eles que tinham. Maicon ao Real Madrid, se andar, é muita coisa. Mas entendemos da nossa casa, tentaremos crescer, assim como fizemos na temporada passafa, em uma maneira muito sofrida mas não nos esquecemos que o palácio que queremos construir tem somente um ano de construção. Fomos bravos a fazer bases importantes, a construir do plano, no entanto, o palácio tem ainda que ser totalmente feito, porque me permito dizer que tem muito entusiasmo em torno. Ano passado ganhamos o Scudetto mas há dois e três anos ficamos em sétimo. No entanto, quando se fala de objetivos, queremos nos confirmar na Itália, que é um passo importante pra nós. Enfrentaremos com este grupo a primeira Champions, com grande entusiasmo e vontade da parte de todos de fazer o melhor caminho possível. E um terceiro objetivo, a Coppa Itgalia... Tentaremos enfrentar todos os objetivos com grande determinação, concentração e não esquecendo de onde começamos e o que nos fez ganhar o Scudetto. Se seremos bravos, primeiro de tudo, eu não esqueço jamais de onde partimos, agora penso que podemos colher frutos".

Sobre o discurso Champions League, estão completos assim para serem competitivos?
"Com o clube temos sempre grandíssima sintonia, grandíssima conversa cotidiana sobre o que fazer. O fato que estes jogadores chegaram me deixa muito feliz, muito contente porque são jogadores desejados em conjunto com o clube. Dito isto, sobre o mercado é justo que fales com Marotta. Eu sei bem o que fazer, o clube sabe, estão... Temos que fazer".

Ano passado tu dissestes: "A mim não interessa ter os top players, basta que seja gente que tenha fome". Este ano, que têm que haver um passo avante e o nível internacional dos outros, vale sempre, ou Antonio Conte quer um top player? Estes gastos elevados que fazem no exterior, como podem refletir no futebol italiano a nível de competitividade, a nível internacional?
"Sim, no ano passado fiz uma brincadeira, no senso que todos falavam em top player, eu falava de low player, alguns me acusaram de ser ignorante em inglês. Mas fiz uma brincadeira, se não compreendem nem brincadeiras, daí é duro. Ano passado tinha a necessidade de contratar um jogador e gastar tudo que tinhamos 35-40 milhões em um só jogador, ou gastar isso em cinco, seis jogadores. E a decisão feita foi apropriada, na minha concepção, visto os resultados. O top player deve ser um top player não a nível econômico, deve ser um top player a nível futebolístico. Faço um exemplo: Vidal, pelos valores, foi considerado um low player, no entanto, em campo, se mostrou um top player. E eu fico feliz que tenha sido assim... Prefiro um top player assim, porque pagar 40 milhões não significa que estes 40 milhões o coloquem no campo. Às vezes se paga 10, se paga 7,8 e em campo se mostra 40. Dito isto, nós temos os objetivos, eu e o clube conhecemos bem, faremos as necessárias avaliações, sabendo que é um período que os outros vem a nossa casa tentar comprar a um nível econômico muito, muito, muito rígido para nós. Foi iniciado há alguns anos e agora precisamos dar atenção. No entanto, penso que não tem tanta disponibilidade econômica, e no fim, a bravura e as ideias fazem a diferença".
Gostaria de saber se estás surpreso com as coisas que Lucio disse ontem. E o que ele pode dar a este grupo no ponto de vista técnico no campo e fora...
"No momento em que houve a possibilidade, se abriu a possibilidade de trazer Lucio, o clube e eu não vacilamos nem por um segundo. Fixamos um objetivo e no fim o jogador se mostrou entusiasmado em vir para a Juventus, de se juntar a um projeto de equipe jovem, de uma equipe que tem a vontade de crescer, de continuar a vencer. E devo dizer que estou muito contente desta aquisição. O trouxemos pela sua posição, um jogador muito, muito forte, basta ver o curriculum de Lucio para entender porque chegou um top player da posição, a zero euro. Penso que foi feita uma grande operação. Ele chegou com grande entusiasmo, com grande vontade e profissionalismo. E não nos esqueçamos que é um grande profissional, que pode ficar anos com uma mesma camisa mas no momento que muda de equipe deve se adaptar a ideia, o projeto, a camisa, os torcedores, porque é uma questão do próprio profissionalismo, é uma questão de homem. E estou contente com a recepção dada a Lucio, assim como estou convicto de que Lucio fará uma grande temporada".

Como consideras as novas aquisições Asamoah e Isla? Podem jogar já de titular? E depois, como imaginas a última coletiva desta temporada...
"Digamos que Asamoah e Isla são dois objetivos centrais, que estavam na nossa lista. Dois jogadores muito fortes, dois jogadores com características físicas, técnicas e humanas que formam o nosso pensamento, do protótipo de jogador que deve vestir a maglia da Juventus. Por isso estamos muito contentes. Sabíamos que Isla viria de uma dura lesão, mas é um grande jogador e o esperaremos, muito tranquilos. Creio que darão muito. Não serão titulares nem reservas. Temos um elenco para enfrentar três competições nas quais queremos ser protagonistas. E jogará quem no momento me dar mais garantias, seja na Champions, seja no Campeonato, seja na Coppa Italia. Não nos esqueçamos de Giovinco, que é um outro grande reforço da nossa parte. Estou muito contente de como o clube operou no mercado".


Te impressionou que este ano, além de Allegri, terás que responder a Zeman, que já ofereceu uma 'pontada'...
"Damos as boas vindas ao Mister Zeman na Serie A, penso que as melhores respostas serão dadas no campo".
De Giovinco se falava já na temporada passada, na América, que era um jogador que tu queria. Depois uma curiosidade ligada ao número dez: Tu sempre teve a ideia de gerir em modo muito democrático estas coisas no vestiário. Mas ainda penso ser uma coisa delicada...
"Democrático escolho eu... (risos). Mas olha, Giovinco é um jogador que quis muito e que muito quis também o clube, porque as operações realizadas, Lucio, Asamoah, Isla, Giovinco... São situações muito desejadas por todos nós. Isto deve ficar claro. Estou muito contente porque se realizou, sabemos que temos coisas a completar, mas estou contente também pelo modo que se realizou. Giovinco é um jogador muito técnico, veloz, bravo no um contra um, um jogador que faz gols, que coloca na cara do gol, capaz de bater faltas... Penso que seja um jogador determinante. Determinante no senso de que em uma jogada pode sofrer uma falta, um penalti. É um jogador que ainda tem como crescer e tem margens de crescimento. Ele sabe muito bem, chegar na Juventus, se colocar a disposição, sabe como são feitas as minhas escolhas. O número dez não é um problema, no senso que tiramos a responsabilidade dos jogadores e quem deve assumir é o treinador junto do clube. Nós decidiremos quem usará a maglia número dez".
Tu vestirias?
"Não, eu não me permitiras, digo a verdade. Dos três, talvez eu daria a Paratici, é o mais técnico (risos).
Talvez falta o famoso atacante de gols em cifra importante?
"Vendo a temporada passada, pode gerar dúvidas, no senso que todos marcaram. E depois do Milan, somos o melhor ataque, fomos bem. Falo do pressuposto que temos que melhor em todos os setores, até no defensivo onde sofremos 21 gols e pra melhor devemos nos confirmar. Tentaremos melhorar até nos treinamentos antevendo situações e o mercado pode ajudar".