quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O fim das copropriedades: Lega Calcio pronta à abolir

(foto: calciotribe.com)
Está a caminho do fim uma das grandes maneiras de negociação de jogadores que acontece somente no futebol italiano e de maneira súbita para a próxima temporada. De acordo com o jornal Gazzetta dello Sport, as copropriedades estão com os dias contados no futebol e a Lega Calcio (Liga de futebol italiano) quer agir já para junho. 
 
No passado, os órgãos de fiscalização sempre ficaram de olho, com antenas atentas a qualquer irregularidade. Para agradar a todos, as operações já feitas não seriam tocadas mas teriam prazo de dois anos para serem resolvidas em definitivo para um dos clubes donos do passe de qualquer jogador. Novas negociações em copropriedade não serão aceitas, fazendo desta, uma mudança histórica para o futebol da Velha Bota.

A necessidade desta mudança surgiu justamente da parte interna da Liga da Serie A italiana. Há uma semana, o grupo técnico responsável pelas normas relativas a aquisição e transferência de jogadores elaborou um pacote de novidades debatidas anteontem pela comissão federal. Na sede, nove equipes da máxima divisão estavam presentes (dentre estas, Juventus, Roma e Lazio), além de cartas escritas expressando a opinião de clubes (Milan e Internazionale dentre outras) que também estão a favor da abolição das copropriedades com ressalvas vistas com bons olhos, como o empréstimo com compra automática (ou empréstimo com obrigação de compra).

Os técnicos das normas referentes ao calciomercato estão elaborando o documento para enviar aos 20 clubes da A para aí sim efetivar as novidades e será votado em uma assembleia com os clubes para saber o que a maioria decidirá.
A intenção geral é tentar diminuir a diferença das transferências feitas na Itália em comparação com as dos demais países europeus. Uma atitude tomada a um tempo ajudou, que foi a possibilidade de inserir bônus relativos a partidas disputadas, gols e metas individuais ou do time comprador, fazendo o clube vendedor receber mais pelo ex-jogador, seja um atleta experiente ou uma aposta feita por um jovem talentoso.

Hoje, são 164 jogadores em copropriedades que envolvem pelo menos um clube da primeira divisão com um time da mesma ou de divisão menor. Destas, 92 tem contrato se encerrando em junho. O balanço poderia ser de cerca de € 130 milhões em transferências mas só € 15 milhões foram efetivados em negociações deste tipo em 2012/2013 já que a fórmula que permite adquirir 50% dos direitos dos atletas ajuda a adiar o gasto do clube e "mascarar" o balanço da gestão e não fechar o ciclo no vermelho (aparentemente, pois a conta vem depois). Agora é esperar para ver a confirmação da mudança e uma nova era do mercado da bola na Itália.