terça-feira, 11 de junho de 2013

O duro jogo por um ataque melhor.

O ataque é o grande ponto do mercado bianconero... de novo.
A cada dia que passa, a Juventus se preocupa ainda mais com a situação do seu ataque, já que as negociações pouco avançam e a impaciência da torcida juventina é pequena em relação a tal. Tudo poderia ser mais simples se o dinheiro fosse investido direto, sem medo e sem qualquer pudor, porém, não pode ser gasto sem esvaziar o setor para evitar o histórico recente de altos salários fora de campo como Amauri e Iaquinta, por isso, hoje estamos expondo táticas e motivos pela tão incomoda espera da diretoria.

O torcedor quer logo a chegada de pelo menos um nome com mais fama mas principalmente que jogue. Os nomes em pauta são os de Jovetić, Higuaín e Tévez, todavia, os jogadores tem dificuldades diversas nas negociações.
A Juventus tem dinheiro para investir, cerca de € 50 milhões para investir em todo o time, incluindo negociações de jovens promessas (valor não condizente com a grandeza do clube mas significativo para um clube que não tem um dono multimilionário) mas vender jogadores é fundamental para os próximos reforços.

O desejo da Juventus é simples, gastar em torno de € 20 milhões em Jovetić ou Higuaín e o restante do valor em jogadores como contra partida ou no caso do argentino, pagar um pouco a mais em parcelas grandes. Por Tévez o valor é mais baixo porém integral.
A chave do sucesso das negociações é a venda de nomes como Vucinić, Matri e Quagliarella para fazer dinheiro, entretanto, não é simples. Expliquemos porquê: Tottenham, Milan, Lazio e Fiorentina (equipes que sondam estes jogadores), esperam que a Juve gaste logo para que consigam estes atletas de maneira mais barata, porque teria que limpar o elenco de obrigatoriamente para evitar o mesmo tormento das temporadas anteriores com Amauri e Iaquinta sem atuar mas ganhando fortunas salariais em torno de € 4 milhões anuais.

A Juve só venderá Vucinić por algo em torno de € 20 milhões. Por Matri se espera algo em torno de € 12 milhões e Quagliarella por no máximo € 10 milhões.
As suas vendas são mais do que significativas para o mercado bianconero já que senão sairem agora, somente após a chegada de outros nomes, os valores podem cair em 20% em negociações futuras, se saírem ainda nesta janela, que prejudicaria os cofres do clube ainda mais com a desvalorização constante e a aproximação do fim do vínculo destes.
 
Um exemplo do que pode acontecer é Felipe Melo ser negociado e esse dinheiro na mão subitamente ir para uma negociação (provavelmente Tévez). Marrone e/ou Quagliarella serem negociados com a Fiorentina e o valor ser pago na negociação de Jovetić. Ziegler ou De Ceglie no Torino diminui o salário total do grupo e reforça o elenco sem gastar muito por Ogbonna, ainda mais com a inclusão de Immobile na mesma. Outras possibilidades "baratas" são de Bonaventura por Padoin, com a Atalanta, e Poli por jovens da categoria Primavera, com a Sampdoria.
Outra dificuldade é que o Bologna quer € 10 milhões limpos por Diamanti e a este valor dificilmente Juve ou Milan chegarão sem contrapartidas técnicas. Jogador é desejado por Conte e Allegri (com este para ser trequartista).
 
A situação é difícil, temos que admitir, mas não impossível já que todos os três atacantes citados no início da matéria, possuem o acordo verbal com a equipe da Praça Galileo Ferraris e a seu modo tentam facilitar a negociação com a Velha Senhora. 
O montenegrino dando entrevista admitindo a vontade de ir a Juve;
O ex-River dizendo querer sair (mesmo com o presidente do Real Madrid afirmando que € 30 milhões não bastam);
O ex-Boca foi ligado ao Milan mas nenhum contato foi confirmado e proposta do City por El Shaarawy foi desmentida, tornando o perigo meramente tático para prejudicar, forçando um barateamento futuro por Matri (alvo certo de Massimiliano Allegri nos rossoneri) caso o argentino vista alvinegro.

O mercado é duro e cheio de mudanças. É um jogo de xadrez jogado com peças vivas, que se mexem sem o consentimento dos dirigentes.
 
Qual seria a sua jogada?